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Câmara aposta em nova opção para sede

Prédio na Fernando Osório surge como alternativa; gastos com o atual local já superam R$ 4,5 milhões

Carlos Queiroz -

Nomeado como “novela mexicana” pelo atual presidente da Câmara de Vereadores de Pelotas, Cristiano Silva (PSDB), o drama da sede própria do Legislativo pelotense, que já dura mais de 30 anos, segue tendo novos desfechos sem ter um capítulo final. Em 11 anos de locação do prédio localizado na rua 15 de Novembro, o gasto em aluguel se aproxima de R$ 4,8 milhões, segundo levantamento feito pelo Diário Popular com base nas informações do Portal da Transparência, e pressiona a urgência para resolver a pendência da troca de local.

Segundo Silva, nos últimos meses surgiram outros locais para sediar a Câmara. Entre esses está o antigo prédio da concessionária Panambra, na avenida Fernando Osório, avaliado em cerca de R$ 6,5 milhões. A estrutura estaria um passo à frente das demais possibilidades. “Não temos nada concreto ainda. Já passou pela [Comissão de Avaliação de Bens Imóveis] Cabi, mas ficou abaixo do valor que o proprietário pede pelo imóvel, então estamos negociando”, adianta.

“Esse imóvel [antiga Panambra], ele tem uma área para construir, mas num primeiro momento nós iríamos utilizar divisórias. Já estancaríamos os aluguéis. Mesmo que a gente pague um financiamento, o valor que a Câmara paga hoje em aluguel por ano é muito alto, então o sonho de todos os vereadores é ter uma sede própria, com a cara da Câmara, ter um local apropriado num futuro próximo, já com tudo pronto para ter um plenário decente, gabinete dos vereadores decente. Temos um vereador deficiente físico que não consegue acessar todas dependências do atual prédio, então são todos esses fatores que me levam o mais rápido possível a definir a nova sede”, defende o presidente.

O parlamentar afirma que outro prédio foi tentado: o do antigo Colégio Santa Margarida. “A Universidade Católica de Pelotas queria vender e agora só quer alugar, e locação não nos interessa”, destaca.

Silva também conta que esteve reunido com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), no início desta semana e que a sede própria da Câmara foi uma das pautas conversadas. “Ele é um apoiador da causa, é um conhecedor da história de Pelotas. Até conversamos que a Câmara chegou a ficar sediada na prefeitura, logo depois da Proclamação da República, na Biblioteca, na Santa Tecla esquina Cassiano, depois na Deodoro e só depois na atual sede. Ele compactua com o sonho do Legislativo pelotense de ter a sede própria”, comenta.

As diversas tentativas de desfecho

A compra de um imóvel para sediar a Câmara de Vereadores não é um assunto novo no plenário. Em novembro de 2018, durante a presidência de Anderson Garcia (PTB), o Legislativo lançou um edital manifestando interesse em comprar um imóvel e recebeu algumas ofertas, uma delas do prédio central da Caixa Econômica Federal, na rua 15 de Novembro esquina Sete de Setembro. Entretanto, após a divulgação do acerto, o banco recuou.

Após isso, o presidente em 2019, Fabrício Tavares (PSD), anunciou em junho daquele ano a compra do atual imóvel por R$ 4,5 milhões, divididos em seis parcelas a partir do próximo mês, quando seria assinado o contrato. O anúncio gerou debate no plenário, com vereadores questionando a decisão e alegando não terem sido consultados, além de indicarem preço acima do mercado. Depois, em dezembro do mesmo ano, os parlamentares optaram pela mudança da sede.

A aquisição do antigo imóvel da Canguru Embalagens, na rua Lobo da Costa, 1.887, foi o último chute a bater na trave. Depois de um aparente acordo entre os parlamentares, no final de 2019, para encaminhar a compra, o projeto que autorizava o Legislativo a efetivar a aquisição foi retirado de tramitação pelo próprio autor do texto, Fabrício Tavares.

Agora, o atual presidente pretende resolver ou pelo menos deixar o negócio encaminhado para a próxima presidência.

“Todos os anos é a mesma conversa, ‘agora vai’, ‘vai sair o novo prédio’. Já colocaram placas de construção em alguns terrenos e nunca saiu do papel. Por isso alguns me criticam: ‘vamos construir uma sede nova’. É por isso que eu acho que dispersa essa vontade, porque cada vez surge um assunto novo. Não vai ser o vereador Cristiano Silva, serão os 21 vereadores que estão juntos nesse tão desejado sonho da casa do Legislativo pelotense”, finaliza Silva.

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